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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Light of Thy Countenance by Felipe Massafera


"Misturado a toneladas de referências históricas e viagens lisérgicas do roteiro eu passava os meses a fio pintando, o processo acabou demorando mais do que eu imaginava por causa dessas interrupções, mas o resultado final me agradou um bocado, não muito pois quando a revista saiu no começo deste ano de 2009, eu já havia evoluído bem mais no meu estilo desde que comecei a pintá-la. Mas mesmo assim foi uma grande oportunidade poder ter meu nome ligado ao Bruxo de Northhampton."

Light of Thy Countenance ("Luz do teu semblante"), conto escrito por Alan Moore, acaba de virar uma graphic novel. Os responsáveis pela adaptação são o escritor britânico Antony Johnston e o artista brasileiro Felipe Massafera, que publicaram o material pela editora Avatar.

O álbum saiu esta semana na Inglaterra e já recebeu o maior elogio possível: do próprio Alan Moore.

Segundo a coluna Lying in the Gutters, do site Comic Book Resources, Moore teria dito: "A adaptação de Light of thy Countenance por Felipe Massafera e Antony Johnston é provavelmente mais contundente que a história original. Estou imensamente satisfeito".

A história trata da influência da televisão - e de uma mulher que usa poderes arcanos para controlar toda uma audiência com uma personagem que só existe dentro da telinha. A Lying in the Gutters também publicou um preview exclusivo da obra, mostrando a bela arte pintada de Massafera. Confira abaixo.

Fontes:

http://www.omelete.com.br

http://felipemassaferaart.blogspot.com/


domingo, 8 de agosto de 2010

“Realidade Perfeita” épico promete unir todos os heróis do Brasil

Rafael Tavares roteirista e criador dos invictos nos surpreende com uma ousada proposta de juntar em uma mesma HQ todos os heróis nacionais.
Isso mesmo pessoal todos eles são mais de 100 personagens (para ser mais exato o Rafael contabilizou 130) só a proeza editorial de nosso amigo merece no mínimo uma menção honrosa no guinners o livro dos recordes. O roteiro é do próprio Rafael que usa grupo de heróis os invictos como centro da trama que unirá todos os heróis Brazucas. “Realidade Perfeita” terá a arte do quadrinista Óqui que assina a complicadíssima cena que ilustra esta matéria. Outros artistas participam da épica edição são eles: Leo Rocha, Wilski Barbosa, Paulo Fernando, Angelo Ron, Gerson Witte, Sapão, Edvânio Pontes e Jackson Gebien.
Abaixo segue a lista de personagens que farão parte da trama:
- Escorpião de Prata, criado por Eloyr Pacheco;

- Velta, criada por Emir Ribeiro; | Os Radicais (Shuana, Ultor e Bronc), criados por Lucasi; | Os Protetores (Estrela Negra, Montanha e Furacão), criados por Roberto Guedes;|Ultra, criado por Jackson Gebien;|Super Agente de Imigração - SAI, criado por Gerson Witte;|Poderoso Porco, criado por Lucas Ed;| Topman, criado por Lorde Lobo;| Liga do Cerrado (Homem Suvaco, Caryocal e Maria Paulada), criados por Geuvar, Gabriel Gomes e Ronimar;| Bombado, criado por Mario Cesar Silva;| Vector, criado por Luis Cláudio;| Transmutor, criado por Marcelo Salaza;| Redentor, criado por Marcos Franco;|Papo Amarelo, criado por Moacir Torres;| Os Invulneráveis (Agilidade, Morcego Negro e Arco-Íris), criados por Sandro Marcelo; | São Frederico, criado por Cleiber Vieira;| Pastor da Noite, criado por Haeckel Almeida;| Ícone, criado por Daniel Brandão; | Lagarto Negro, criado por Gabriel Rocha;| Runter, criado por Ralf Risi;| Raio Esmeralda, criado por Danilo Dias;| Raio Escarlate, criado por Vinícius de Moura;| Garota Trovão, criada por Breno de Moura;| Fantasma Escarlate, criado por Fernando Lima;| Blenq, criado por Rod Gonzalez;| Jade, criada por Anderson Quespaner;| Magro de Aço Man, criado por Fred Macêdo;| Rui, criado por Anderson Cossa;| Mulher Estupenda, criada por JJ Marreiro;| Homem Térmico, criado por Fábio Natal;| Brázor Fênix, criado por Leo Laino;| Águia Dourada, criada por Maurício Augusto;| Os Invictos (Esquisito, Sonoro, Precepto e Sr. Maleável), criados por Rafael Tavares.

por Paulo Fernando

sábado, 1 de maio de 2010

Preview de Val Tetralogia Volume 2 está no ar.

E posso lhe dizer que a escolha para HQ que abriria caminho para a edição completa foi muito árdua. A vencedora, "Surge o Badaltoré", se deu por diversas opções, mas a mais importante, talvez, porque fala de quadrinhos para leitores[as] de quadrinhos.

A arte pop de Paulo Fernando realça os textos, os personagens, a trama, com um ar cômico, uma história irreverente, exatamente como deveria ser.

Mas não se deixe enganar porque as outras HQs também não ficam atrás. Você não perde por esperar.

Enquanto isso, saboreie o preview.
A capa da edição, que você já confere aqui no preview é do grande Vini Visentini.

* Um detalhe: o Plano B não será atualizado nesse final de semana para que o preview seja bastante divulgado. Segunda-feira, estaremos de volta com a programação normal.


Abraço, boa história, e até a próxima!

http://www.plano-b.co.cc/

Vagner Francisco

segunda-feira, 29 de março de 2010

As mulheres vão dominar o mundo das "HQ´S''


Julia Nascimento Bacellar, ou Julia Bax, como é conhecida no meio artístico, nasceu em Belém do Pará no começo da década de 1980. Veio para São Paulo (o estado, não a cidade), mais especificamente São José dos Campos, tendo apenas alguns meses de idade.

Lá entrou em contato com os quadrinhos (de super-heróis - os infantis e Asterix ela já lia desde antes de sair das fraldas) na tenra idade de 12 anos. Apaixonada pelo herói da época - Jim Lee - adorava copiar os desenhos dele e sonhava em se tornar desenhista quando crescesse.
Ela cresceu, e acabou parando na faculdade de Engenharia - USP por um engano. Após uma breve passagem por lá e pela faculdade de Artes Plásticas também na USP, se encontrou academicamente no mundo da Economia, onde está às portas da graduação.

Durante esse tempo, retomou contato com o desenho e os quadrinhos ao freqüentar o curso de Anatomia de Super-Heróis na Quanta, com Roger Cruz. Foi recomendada por esse para os editores da Kaos!, e desenhou duas histórias publicadas nessa última. Por um golpe de sorte, conseguiu uma vaga no álbum Quebra-Queixo Technorama Volume 2 publicado pela Devir e pela Quanta, desenhando uma história de 12 páginas. Depois disso retomou o gosto pela coisa, e cursou também perspectiva com Cariello.

Nesse momento, já levada pela vontade de continuar desenhando, abandonou o estágio no banco para se dedicar ao desenho e às atividades acadêmicas na FEA-USP. Hoje seu sonho é se tornar doutora em economia (seu hobby favorito) enquanto ganha a vida no mundo das Histórias em Quadrinhos.






Visite o site de Julia Bax.

Biografia encaminhada pela artista

Fonte: http://www.hqnado.com/

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Conheça a irreverente arte de Shiko




Shiko é paraibano assim como esse que vós escreve, o seu trabalho é de encher os olhos, seu estilo "marginal" contrasta com a sofisticação e sutileza de suas aquarelas,
abaixo vocês conhecerão um pouco mais a figura e a obra desse grande artista.


Paulo Victor

Você não pode escapar do SHIKO

"As vacas ainda não passaram por aqui hj. Elas passam todo dia a essa hora." Era fim de tarde no apartamento no bairro do Bessa de Francisco Leite, 30, mais conhecido como Shiko. "Quer um café? Isso aqui tá uma bagunça, ando meio sem tempo e o cara que ficou de fazer a limpeza não apareceu!". Shiko, como o próprio apelido remete é um cara assim, simples, direto, preguiçoso, segundo ele mesmo, gosta muito de se divertir e tem um talento que impressiona pela despretensão e que parece evoluir a cada dia.


HE-MAN

Ele não lembra de uma fase na vida dele em que não gostasse de desenhar, mas a primeira vez em que achou que um desenho tinha ficado realmente bom foi um he-man, ainda na infância. "Se achando" levou pro colégio pra mostrar aos amigos. Ainda em Patos ele começou a desenhar com um grupo de amigos. "Eram uns cinco ou seis dos quais eu era o pior. Hoje eles viraram burocratas, farmacêuticos,... só o Alano virou tatuador. Mas ele é doido mesmo, de remédio", diz isso e advinha? Ri.


Patos

Ele é natural da cidade Patos, localizada no sertão do Estado da Paraíba, conhecida pelo clima muito quente. Quinto filho de uma total de seis, ele conta que saiu de Patos quando o grupo de teatro do qual fazia parte ganhou um festival e entre os prêmios estavam passagens para João Pessoa. Na época, ele trabalhava para uma serigrafia, fazendo ilustração e artes. "Sempre fui o doido da família. Descobri que a minha não era estudar desde muito cedo. Pra você ter uma idéia, eu terminei o segundo grau junto com meu irmão caçula", ele ri. "Antes disso eu havia saído de casa pra tentar algo em Brasília. Fiquei na casa dos meus tios que moram lá. Mas, aquela coisa, meu tio é funcionário público e eu voltava da escola com os cabeludos, tatuados e gostava muito de sair pra farra. Ele me dizia: não pode ser assim, meu filho!", ele ri mais uma vez."Nessa época eu cheguei a fazer um trampo prum cara ilustrando dois livros, que até onde eu sei, nunca foram publicados. Não é preciso dizer que por essas e outras voltei pra Patos até a saída definitiva para João Pessoa".Em João Pessoa ele ficou uns dias na casa de uma irmã. Não demorou muito tempo por lá, logo conheceu Larissa, uma namorada com quem foi morar na casa que logo depois seria batizada de Rock House. Lá ele aprendeu o sentido de coletividade. A Rock House virou ponto de encontro de desencanados. "Na Rock House eu conheci Bill", um futuro parceiro de criação. "Larissa foi ao Festival de Areia e conheceu uma galera. Um desses caras era Bill, que três meses depois estava morando lá na casa". Iniciou-se aí uma parceria de alguém que gostava de escrever com alguém que gostava de desenhar."Não que o meu texto seja execrável, mas Bill faz o que quer com a palavra, põe pra cá, tira dali e consegue associar um monte de idéias. Ele tem o dom e nosso universo se afina muito". Essa parceria viria a vingar e daria um bom fruto do qual falaremos mais tarde.

SHIKO

De onde vem o nome Shiko com "S" e "k"? "Sempre gostei de ler Quadrinhos, meu preferido era o CONAN, ele era ladrão, biriteiro, andava com as putas e matava mesmo, torava no meio", gargalha. "Um dia estava lendo um mangá clássico de samurai e, durante um combate, um deles saca a espada e com um golpe violento corta o pescoço do seu adversário e fala: ninguém escapa do meu shiko. Lá em baixo tinha uma nota do autor explicando que shiko é o termo que define o alcance da lâmina do samurai. Eu pensei, é isso! Depois descobri que alguns artistas japoneses também utilizam esse nome, mas nenhum deles se chama Francisco", desnecessário dizer que ele riu.



Artes Plásticas

Foi no Colégio Estadual Liceu Paraibano que ele teve o primeiro contato com pincéis e telas. "Um professor de artes reservou uma sala para ensinar os alunos que se interessassem. Como o material era cedido gratuitamente pela Secretaria de Educação a gente recebia tinta lavável pra pintar. Aquela de pintar parede", ele ri. "Acho que essa é uma das grandes diferenças do meu trabalho com telas, eu estou muito mais para artistas de rua, marginal, que para aquela linguagem de escola de pintura. Outro ponto importante é que ao contrário da maioria dos artistas plásticos não tenho essa pretensão de criar linguagem nenhuma, criar conceitos, não! Me interessa muito mais como uma tinta funciona em determinado tipo de material, seja ele papel, tecido ou parede. Gosto daqueles artistas que pintam putas telas em muros de terrenos baldios que não podem ser vendidos. A pintura vai ter efeito nas pessoas que passarem ali e enquanto ela resistir ao tempo. Ela tem um fim, cumpriu sua função. Até porque esses espaços públicos de rua só são permitidos para publicidade e pra política. Gosto da idéia de chegar lá e se instalar, e isso é crime!", ele ri mais uma vez.



Técnica

A primeira vez que vi algo desenhado por Shiko foi na Rock House em algum momento em 2002 ou 2003 numa das famosas festas no local, que o vizinho do lado odiava porque virava noites. Larissa, então namorada de Shiko, estava com um número do Marginal Zine. Fiquei impressionado com o estilo de Shiko e perguntei de onde era o zine. "De Shiko, meu namorado, ele é de Patos". Fiquei tão impressionado que quis comprar na hora. Ela me disse que não podia só tinha aquele exemplar. "Ele faz poucos". Quis saber se ela tinha os outros números. "Acho que não, ele faz poucos". Disse a ela que precisavam fazer mais, o material era muito bom. Tempos depois voltamos a nos encontrar, por sugestão de amigos ele desenhou o story board de um clipe de uma banda que tocava. O clipe daquela música não saiu, mas o story board tinha o traço dele despretensioso mas com uma aura impressionante de um universo que tem como característica suas principais referências visuais, musicais e literárias. "O desenho não evolui sozinho! Enquanto a técnica só melhora com a prática, o referencial para o traço melhora à medida que melhora o que você lê, a música que você ouve, os filmes que você vê". Sábias palavras.




Prêmios

Nunca soube bem como andava a carreira dele, acho até que ele nem pensa muito nela, com diretrizes e objetivos a realizar, mas soube um dia que foi homenageado com um prêmio "hours Concours", numa mostra de artes no FENART, um dos maiores festivais do Estado. "Achei muito engraçada essa história. Sempre me inscrevi para o Salão Municipal de Artes e nunca havia sido selecionado. De repente, eu me inscrevo para a mostrado FENART e ganho logo o prêmio maior, aquele dado ao cara que está acima do nível dos outros participantes. Não entendi nada e pra finalizar acabaram roubando meu trabalho da mostra. Acho que me deram o prêmio como pagamento", gargalha. "Não fui atrás, é um festival muito popular organizado por pessoas que conheço, onde circunda muita gente. E por outro lado que bom que tem alguém que quis correr esse risco para ter um quadro meu", desta vez ele não ri. "Ah, ganhei também dois prêmios numa mostra internacional".




Blue Note

O projeto do Blue Note, o livro que ele lançou com mais de cem páginas todo em linguagem de quadrinhos, nasceu ainda na Rock House. "Eu dei uma idéia a Bill pra ele escrever um texto. Bill é daqueles caras que tem a manha das citações, é uma cara que escreve todo dia. Um dia ele me entregou uns textos. Comecei a desenhar aquilo e um tempo depois a gente foi assisitir a "Quero ser John Malkovic". Putz, tinha muita coisa que de uma maneira ou de outra estava relacionada aquele roteiro. Rasgamos tudo e resolvemos começar do zero. "Nessa fase Bill acabou seu namoro com Cris e resolveu voltar para Rio Tinto, sua cidade natal. Ficou um tempo lá, isolado, e um dia ele me entregou 20 páginas de textos totalmente desconexos, que ele escreveu nesse período em que passou recluso em Rio Tinto. Dei uma arrumada naquilo e comecei a desenhar. Retornei pra ele ver como tinha ficado e ele alterou tudo de novo... O resultado é que agora temos uma história totalmente invertida, onde muitas vezes pode-se achar que as coisas não fazem sentido", ri."A história do Blue Note, como tudo o que desenho e pinto, tem muito da minha hstória pessoal, muito das minhas referências de filmes, música e livros que leio. O Narrador da história é uma espécie de alter ego de Bill. A imagem dele mesmo está no personagem do barman. A história está cheia de personagens que vivem histórias pessoais que se interligam no bar que frenqüentam. Uma das coisas engraçadas nesse projeto é que quando falei com Bill sobre colocar o projeto do livro pra ser impresso com apoio de uma lei estadual de incentivo a cultura, ele resistiu. Disse que não concordava com apoio de verba pública pra tocar um projeto pessoal. Depois expliquei pra ele que dentro do projeto não visávamos especificamente grana e sim ver esse projeto finalizado com uma boa qualidade. Ele acabou engolindo", acende um cigarro.




RG

Uma das maiores lendas sobre Shiko é que ele não tinha nem RG há bem pouco tempo. "Quando vim morar aqui eu já estava sem RG porque tinha perdido em Patos e não tinha tirado novamente. Em João Pessoa, resolvi tirar e perdi de novo. Esqueci, deixei pra lá, passei muito tempo sem RG , sem CPF e o serviço militar nunca viu minha cara".





"E aquele café, vai querer?".





Fonte: http://www.overmundo.com.br




sábado, 9 de janeiro de 2010

Hollywood e os quadrinhos

A indústria de cinema vive um momento de profunda crise criativa, e na busca por novas fontes de inspiração têm recorrido com muita freqüência à outra indústria de entretenimento a dos comics books (quadrinhos no Brasil).

Os Quadrinhos tidos como literatura de massa, ou literatura “descartável" estão salvando as bilheterias de Hollywood com franquias de sucesso de personagens que consagraram o gênero dos quadrinhos como Batman, Homem aranha, homem de ferro etc...

Mas nem só de mascarados de capas vive Hollywood, que também tem adaptado excelentes roteiros que ninguém imaginaria serem oriundos das paginas dos gibis. Principalmente histórias tiradas das "graphics novels" edições com acabamento Luxuoso com temáticas voltadas para o público adulto, dentre elas destaco: Marcas da Violência (2005), Estrada para Perdição (2002), Oldboy (2005), Anti-herói Americano (2003) entre outros.




A vantagem dos quadrinhos é que além do roteiro ele fornece o storyboard que dá ao "time" a estética para o filme. Mas essa é uma estrada de mão dupla e os vários crossover de autores estão enriquecendo em todos os sentidos as duas indústrias.

Um caso consagrado é do quadrinista Frank Miller diretor de Sin City e autor da HQ 300 adaptada com sucesso para as telonas e do roteirista de Lost BrianK.

Vaughan que se consagrou com a HQ "Y the last man" uma verdadeira aula de como prender o leitor da primeira a ultima página. Ah! ia esquecendo agora em 2010 "y the last man" será adaptada para o cinema.



Escrito por: Paulo Fernando
Email: artsbypaulo@hotmail.com

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Marvel: Novo visual do Homem de Ferro


A Marvel Comics revelou a nova armadura do Homem de Ferro. Com tons de vermelho e dourado mais escuros que os tradicionais, o novo uniforme tem linhas mais orgânicas e inúmeros focos de energia espalhados. Veja ao lado e amplie na galeria.
O visual foi desenhado pelo escritor Matt Fraction ao lado do ilustrador conceitual dos filmes Homem de Ferro 2 e Thor, Ryan Meinerding - o que levanta algumas questões: em ano em que se espera que o novo filme do personagem atinja pelo menos 600 milhões de dólares em bilheteria, por que a Marvel mudaria o visual do herói? Nem a nova série, Iron Man Legacy, segue visual parecido com o do filme, já que pega momentos diversos na vida do ferroso. Só a minissérie Iron Man vs Whiplash e o caça-níquel Iron Man 1.5 parecem preocupados em dar alguma unidade ao universo do herói no cinema.
A inspiração para o novo design veio dos avanços tecnológicos atuais. "Se a tecnologia fica cada vez menor e mais leve, parece que o Homem de Ferro deveria passar pelo mesmo processo - ficar mais ergonômico e aerodinâmico", explicou Fraction.
Tony Stark segue como o super-herói. A estreia da nova armadura acontece em abril, em Invincible Iron Man #25.

Fonte:omelete.com.br

sábado, 2 de janeiro de 2010

DC explorará seus legados em novas séries





Muitos vinham reclamando que as novidades prometidas pela DC Comics para 2010 envolviam somente Superman, Batman e Mulher-Maravilha. E foi então que a editora surpreendeu com anúncios envolvendo diversos de seus personagens.

O primeiro deles é Legacies (Legados). Legados são uma tradição no Universo DC, onde heróis são sucedidos por seus filhos e protegidos, ou até por desconhecidos. Batman, Lanterna Verde, Flash e diversos outros foram sendo substituídos com o decorrer dos anos, por vezes permanentemente, em outras ocasiões não.

Agora a DC decidiu explorar o significado destes legados nas páginas de Legacies, uma minissérie que terá início em maio, com roteiro do veterano Len Wein e um vasto grupo de artistas compondo suas 10 edições. Cada número mostrará uma época diferente do Universo DC em duas histórias, partindo da Era de Ouro e se aproximando cada vez mais do presente, mais especificamente dos momentos que precederam Contagem Regressiva Para Crise Infinita. Cada geração de heróis será o foco em duas edições da HQ, mostrando cada uma o início e o fim de uma geração. Segundo Wein, a história será apresentada do ponto de vista do homem comum, o civil que testemunha os grandes feitos dos heróis.

Entrando totalmente no clima dos legados, a dupla a cuidar da arte da primeira história será Joe Kubert e Andy Kubert, pai e filho, apresentando o surgimento dos primeiros super-heróis da DC. J. G. Jones fará a arte da segunda história do número de estreia.

Em entrevista ao site Comic Book Resources, Wein revelou que os heróis Átomo, Vingador Escarlate e Sandman serão muito importantes na trama, e sugeriu que há algo que os difere dos demais heróis da Era de Ouro. Os homens comuns que serão os olhos dos leitores durante a história são dois garotos do Beco do Suícido. A partir daí veremos o efeito que os heróis tiveram em suas vidas e nas de seus herdeiros. Clique aqui para ver algumas artes do primeiro número,

Mas a celebração dos legados não acaba por aí. Dan Didio, o editor-chefe da DC, prometeu ainda uma nova edição de A História do Universo DC (HQ que foi publicada recentemente no Brasil, contando de maneira cronológica a evolução de todo o Universo DC) e um novo Who´s Who (série clássica que apresentava fichas detalhadas dos personagens da editora) em 15 edições, apresentando os melhores e menos conhecidos rostos da DC.

A DC Comics é atualmente uma das maiores editoras de quadrinhos nos EUA, conhecida por ser a casa de famosos super-heróis como Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Liga da Justiça, entre outros. Junto com sua linha adulta, Vertigo e a linha Wildstorm, entre outras, oferece diversidade para todas as idades.

A DC produz mais de oitenta títulos por mês e cerca de mil por ano. Também é uma das mais antigas empresas do ramo, com setenta anos de publicação contínua. Hoje em dia ela é um ramo da DC Entertainment, uma empresa maior que explora os personagens da DC em diversas mídias.

Fonte:hqmaniacs.uol.com.br
Por:Leonardo Vicente Di Sessa